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CFOs costumam adotar uma postura bastante conservadora quando se trata das reservas de caixa das empresas. Em geral, a preferência recai sobre instrumentos considerados seguros e líquidos, como CDBs de grandes bancos ou fundos atrelados ao CDI. A lógica é simples: preservar capital e garantir liquidez para eventuais necessidades operacionais.

No entanto, episódios recentes no sistema financeiro — como o caso envolvendo o Banco Master — lembraram ao mercado que nem mesmo instrumentos aparentemente seguros estão livres de risco de crédito. Muitos gestores financeiros acabam assumindo exposição relevante a instituições específicas sem uma análise aprofundada da solidez do emissor, criando uma falsa sensação de segurança em aplicações que, na prática, também carregam risco.

Ao mesmo tempo, existem oportunidades relevantes que frequentemente ficam fora do radar de muitos CFOs. Um exemplo são as NTN-Bs (Tesouro IPCA+), títulos públicos que oferecem proteção contra inflação combinada com juros reais elevados. Em alguns momentos de mercado, os juros reais brasileiros de longo prazo chegam a níveis significativamente acima de outros países emergentes, criando uma assimetria interessante de retorno para investidores que conseguem carregar esses papéis no longo prazo.

Um recente artigo publicado pelo BTG, “NTN-B Hora dos vencimentos longos”, trouxe a tona essa disparidade de risco e suscitou a discussão entre CFOs quando a adeção desses títulos na tesouraria de suas empresas.

2026-02-19T165249.958_022026___Trade_Idea_NTN_B_BTG_Pactual_Macro_Strategy.pdf

Trade Idea NTN BTG Pactual Macro Strategy

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Em um cenário de juros reais historicamente altos no Brasil, repensar a alocação das reservas corporativas pode ser uma discussão cada vez mais relevante dentro da agenda dos CFOs.

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